O que é
O SBDR reúne 15 empresas de fora negociadas na B3 por BDRs, os recibos que representam ações estrangeiras. A base fica nas empresas que mais lucram, uma parte nas que mais crescem e uma parte nas que mais caíram no último ano.
Como o BDR é cotado em reais, o índice soma a variação das ações e a do dólar.
Regras
- Liquidez
- Estar entre os 150 BDRs mais negociados e ter pelo menos R$ 500 mil por dia
- Perene: 8 empresas a 7,5%
- Lucro em todos os últimos 5 anos. Entram as de maior lucro
- Crescimento: 5 empresas a 6%
- Receita crescendo mais de 15% ao ano em 5 anos. Entram as que mais cresceram
- Oportunidade: 2 empresas a 5%
- Com lucro no último ano, as que mais caíram desde a máxima de 1 ano
- Dados
- Balanços anuais entregues à SEC, a CVM americana, já publicados na data
- Um por empresa
- Quando a empresa tem mais de um BDR, entra o mais negociado
- Revisão
- A cada 3 meses, no primeiro pregão de janeiro, abril, julho e outubro
- Custo
- 0,2% sobre o valor trocado em cada revisão, para chegar perto do que um investidor pagaria
- Base
- 1.000 pontos no início do histórico, em 01/04/2020
Como ler o índice
O SBDR oscila mais que o S&P 500 porque tem só 15 empresas, muitas delas de tecnologia. Em compensação, carrega as maiores empresas do mundo.
Perguntas frequentes
Preciso de conta lá fora?
Não. Os BDRs são negociados na B3, em reais, como qualquer ação.
O histórico tem viés?
Um pouco: usa os BDRs listados hoje e só empresas que informam à SEC em dólar. Grandes empresas americanas raramente quebram, mas o efeito existe.
O histórico é real?
É uma simulação: aplicamos as regras de hoje a cada revisão do passado, usando só os dados que existiam naquela data. O índice passa a ser calculado com as cotações de cada dia a partir do lançamento.
Posso copiar a carteira?
Os índices são uma régua educacional, com regras públicas. Eles não levam em conta o seu perfil, os seus objetivos nem os impostos, então não são recomendação de investimento.